Fabíola Machado, PcD ( Pessoa com Deficiência) -não tem os dois braços, aos dois anos de idade sofreu um acidente de carro -, quis entrar na trend do momento, perguntando ao ChatGPT como ele a vê, mas a coisa não funcionou. O corpo dela era entendido como “erro” e recebia da ferramenta a imagem com ambos os braços ou com braços mecânicos, às vezes até surgia mãos.
Sensibilizada pelo post publicado por Fabíola, contando essa história, e pelas dificuldades que vão muito além disso, Bárbara Cintra, a Babi, se colocou à disposição para tentar resolver o que a Inteligência Artificial não fez. Assim, convocou Alex Paulo para reproduzir aquilo que a ferramenta não conseguiu. Babi é diretora de atendimento, enquanto Alex Paulo é diretor de arte, ambos da Binder.
Aqui, abaixo, a imagem criada pelo ChatGPT, logo abaixo dela, a imagem criada por Alex Paulo.
Fabíola conseguiu resumir bem a dificuldade do ChatGPT: “A IA não cria a partir do nada, ela aprende com dados, padrões e referências fornecidos por humanos. E esses dados carregam – consciente ou inconscientemente – uma visão de mundo que ainda considera determinados corpos como padrão e outros como exceção, desvio ou erro”.
A pergunta mais importante, a partir disso, é: quem está ensinando a máquina a ver o mundo? E a partir de qual corpo, de qual perspectiva? Vale a reflexão. E a discussão. A Inteligência Artificial não pode ser incontestável.



















